PRIMAVERA EMPRESARIAL

A primavera é gestada no inverno, aspecto importante, mas de que poucos se dão conta. Toda a maravilha que podemos contemplar na natureza foi preparada naquele ambiente inóspito, improdutivo, de baixas temperaturas e sem vida aparente. Um período em que as noites são mais longas do que os dias. Há mais escuridão do que luz.

A empresa geradora de riquezas nas quatro dimensões representa a primavera empresarial, em meio a tanto quaisquerismo presente no mundo dos negócios, pautado muito mais pela competição de um mercado voraz.

Como na natureza, para que a empresa tradicional se transforme em geradora de riquezas nas quatro dimensões, é preciso um preparo. O líder tem de reempreender seu negócio, ou seja, submetê-lo  a um processo que pode ser comparado ao do inverno.

Sabemos que reempreender não é nada confortável:  significa passar por complexas e profundas reflexões, capazes de desafiar o líder a colocar a fé antes da realização. Dúvidas e incertezas costumam invadir o pensamento com força suficiente para paralisar as ações. A sensação é de improdutividade. Há mais perguntas que respostas, mais escuridão do que luz.

O que pode ajudar nesta hora é um olhar para a intenção que impulsiona a construção: a Dimensão Filosófica.

Muitas vezes a busca por clientes que satisfaçam as necessidades da empresa acaba governando as intenções. Daí a importância de questionar se a motivação é apenas para preencher a capacidade ociosa, o faturamento ou até mesmo a vaidade do líder.

Um outro olhar é possível para descobrir quais são as melhores intenções para o negócio. Impulsionado pela semente do desejo, o empreendedor compreende e aceita que seus quereres não são mais importantes do que as necessidades e anseios dos clientes; enxerga o mercado como um lugar inacabado. Então, olha para si mesmo e coloca suas potencialidades a serviço.

Que a semente do desejo germine, cresça e dê muitas flores e frutos… antecipando a primavera empresarial, na medida em que o anseio profundo por ela supere o medo do inverno!

Carlos Soares

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