EMPRESA: VOCAÇÃO ECONÔMICA. (PARTE 1 DE 2)

Empresas são agentes econômicos. Existem para promover o desenvolvimento econômico, produzir riquezas, aumentar a abastança e o bem estar do mundo, combater a miséria e as mazelas sociais.

Empresas são construtos humanos. Um arranjo moderno de agrupamento de pessoas. Existiam (e ainda existem) tribos, clãs, condados, ducados, reinados, capitanias, associações, agremiações e tantas outras formas de agrupar pessoas. Nenhuma delas, entretanto, tão moderna como a empresa.

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SEJA UM LÍDER MAGNÂNIMO

“Temos de nos tornar na mudança que queremos ver.”

Mahatma Gandhi

Dizem que insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Algumas empresas tiveram o ímpeto empreendedor restrito apenas à origem. Tudo o mais foi pura repetição da ideia original. Mudanças em produtos e serviços não passam de variações sobre o mesmo tema. Por isso, empresas com dez, vinte, trinta anos de existência comemoram o primeiro aniversário indefinidamente. Não saem daquela fase inicial.

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ELEJA A MUSA DO SEU PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO!

Mês do planejamento estratégico! Você sente um calafrio ao ser convocado novamente, ano após ano, para uma empreitada que, da maneira como tem sido realizada, é apenas um exercicio de futurologia?

Sim, é preciso preparar o futuro. Quem não prepara o que precisa acaba por obter só o futuro que merece. Agora, talvez até mais do que em outro período do ano, vale pensar mais um pouco a respeito.

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DA SOBREVIVÊNCIA À PROSPERIDADE

Obras dão trabalho. Mas é para isso que ele existe: para empreender e desenvolver. A qualidade do trabalho assegura a qualidade da obra. E o que garante a qualidade do trabalho é a qualidade da liderançaQue obras os tipos apresentados em seguida construiriam?

O solucionador de problemas

Seu modelo de gestão assemelha-se ao do jogador de tênis de mesa. Para cada ping, um pong. De certa forma, a habilidade com a raquete e com esse tipo de jogo, faz do solucionador de problemas um eterno patrocinador de problemas. Ele anseia por eles!

Sob seu comandoclaro, existe uma legião de subordinados geradores de problemas. Afinal, sem eles, o modelo de gestão sucumbe e o líder não terá com que se divertir.

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A FLOR DE LÓTUS NO LODAÇAL

“O importante não é ganhar, e sim competir”. Foi o que disse o barão Pierre de Coubertin, ao presidir uma conferência internacional na Sorbonne, em Paris, e propor a volta dos Jogos Olímpicos nascidos na Grécia Antiga, mas interrompidos até então. A frase sugere cavalheirismo, nobreza e dignidade. Nada de golpes baixos, sentimentos menores e arrogância. Ele conseguiu que o Comitê Olímpico Internacional preservasse o espírito fraterno entre os povos. No entanto… há quem não tenha captado sua virtuosa mensagem.

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A CHAMA DISPERSA

Chama é a palavra que uso como sinônimo de desejo, no livro “O Velho e o Menino”. Somos seres de desejo. Mantê-lo vivo é o que dá tonicidade à vida.

O grande desafio de quem busca o seu propósito é lidar com os vários fatores que diluem ou desorientam a chama. Usando uma linguagem tecnológica e atual, deixamos muitas telas mentais abertas ao mesmo tempo em nossa consciência. Descartamos as que não nos agradam, tratando de nos ater àquelas que nos dão algum prazer, mas também nos fixamos em outras, ameaçadoras e que incitam o medo. Um tremendo excesso de informações que mais entorpecem do que esclarecem. Nem sempre fechamos as telas anteriores, permitindo assim que continuem exercendo os seus efeitos, gerando mais confusão do que lucidez.

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LIÇÕES DA NATUREZA

Quando estive na Amazônia pela primeira vez descobri que ninguém arrisca atravessar um rio se a Mãe Natureza recomenda que não é o momento certo. Resta esperar calma e pacientemente, de preferência sem estresse nem ansiedade, o momento em que ela dará o alvará de licença para a travessia.

A natureza é mestra, também aprendi na Amazônia. Não há soberba capaz de suplantá-la. Assim, para nós, frágeis mortais, cabe assumir a humildade que tanto evita o nosso guerreiro interior tão arrogante. Todos conhecemos histórias de gente que tentou usurpar as leis da natureza e pagou com a vida. Daí o dito popular: “Deus perdoa, mas a Natureza não”.

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ADMIRE, MAS NÃO SE DEIXE IMPRESSIONAR

Admirar é mirar com atenção. E quando se mira com atenção, a gente é capaz de ver coisas que o nosso olhar apressado não enxerga. Viaja mais quem viaja com olhos de admiração, produz melhor quem produz com olhos de admiração e ama bem mais quem ama com olhos de admiração.

Admirar é saudável, mas… não se deixe impressionar. Dizer “fiquei admirado” é diferente de dizer “fiquei impressionado”. A admiração sempre é boa, mas a impressão pode ser positiva ou negativa.

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QUEM VOCÊ PENSA QUE É?

Antes de mais nada, é bom saber: você está onde deveria estar. Pode parecer estranho que eu lhe diga isso. No livro “O Velho e o Menino”, recomendo uma viagem de busca ao invés de fuga. Uma jornada de peregrino, não de turista. Viagem, busca e peregrinação sugerem movimento e, então, me contradigo: você está onde você deveria estar, ou seja, não há para onde ir.

Acontece que você resolveu parecer mais do que ser. Passou a acreditar que é outra coisa, inventou uma identidade distinta da real, desenvolveu uma segunda personalidade. Perdeu de vista a sua primeira intenção e a substituiu por segundas intenções. Por que deixou de ser quem é para dissimular, aparentando quem você não é?

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ABENÇOADA PEDRA NO SAPATO

Às vezes, não se sabe de onde, uma palavra não muito usual surge em nossa mente. Isso acaba de acontecer comigo e a que emergiu foi “escrúpulo”. Fiquei surpreso vendo-a se apresentar, sem pedir licença.

Gosto do étimo e fui investigar. Do latim, scrupus significa rochedo e tem como diminutivo scrupulus, que quer dizer pedra pontiaguda. A descoberta aguçou ainda mais a minha curiosidade. Notei que o sentido se estende para dificuldade, inquietação, incômodo. Ao descrever o desconforto causado pelo contato da pele com uma pedra pontiaguda, os antigos romanos o assemelharam à uma inquietação ética. Foi aí que a palavra ganhou o seu espaço mais na esfera moral do que material.

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