EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE – PARTE 1

Você tem ideia de quanto a sua empresa desperdiça de resultados todos os meses? Ao avaliá-los no final do mês, aposto que sempre fica aquele sentimento de que poderia ter sido melhor, considerando o tanto de esforço despendido. A mesma sensação aparece quando é analisado o desempenho da equipe, no confronto com o empenho individual de cada participante. Arrisco ir mais longe: cada um de nós guarda um sentimento íntimo de não estar rendendo tudo o que pode ou é capaz. Estou certo?

Se você está de acordo, podemos ir mais adiante, na seqüência do raciocínio: a alta performance não é uma questão de circunstância ou conjuntura favorável. Alta performance é o principal trabalho do líder, portanto, uma disciplina da liderança.

Desempenho organizacional é decorrente do desempenho humano. Algumas empresas se destacam por seus resultados eficientes advindos de equipes eficientes. Nada mais que isso. Para produzir alta performance, pessoas de alta performance são essenciais. Elas, quando juntas, constituem equipes de primeira linha.

Um breve exercício

Descreva três objetivos de desempenho que a sua empresa pretende atingir nos próximos três meses. Papel e caneta em mãos!

E aí? Sempre que lanço esse desafio aos líderes de empresas, na maioria das vezes os objetivos descritos não estão baseados em desempenho, mas em tarefas. Significa que descreve algo a ser feito e não a ser atingido. Talvez seja esse um dos motivos pelos quais a maioria dos líderes cria mais trabalho do que resultados em suas empresas. “Crescer a participação no mercado”, “ter uma equipe de alta performance”, “satisfazer o cliente nas suas necessidades” são objetivos baseados em tarefas, não em desempenho.

Sempre que definir um objetivo, indague: “como saberemos se fomos bem sucedidos?”.  Se não for possível averiguar, você está diante de um objetivo baseado em tarefas. Objetivos de desempenho definem os resultados almejados. São, portanto, mensuráveis e realizáveis. Está aí a primeira lição: alta performance não é uma questão de intenção, mas da clareza na definição dos objetivos de desempenho.

A química do desempenho

Pois bem! Se o desempenho da empresa é decorrência do desempenho humano, o líder precisa conhecer o que impulsiona ou restringe o desempenho humano. O desempenho humano, por sua vez, decorre das necessidades humanas. Em suma, um líder de uma equipe de alta performance é aquele que sabe alinhar desempenho organizacional com realização pessoal.

O desempenho humano é fruto da atuação do líder e da química que produz no ambiente de trabalho. Sua atuação pode impulsionar ou restringir o desempenho pessoal e organizacional. As empresas com equipes de alta performance possuem alguns fatores em comum: confiança, compromisso e foco, tanto nos resultados, quanto na realização dos colaboradores.

E aí está o principal segredo da química geradora da alta performance: buscar um equilíbrio dinâmico entre desempenho da empresa e realização dos funcionários. Mas, para isso, é necessário saber o que as pessoas buscam.

No próximo artigo, vamos desvendar o que está por trás do desempenho humano. Venha comigo!

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BONS LÍDERES SÃO PESSOAS FRACAS

Ídolos embaçam nossas vistas. Ficamos tão inebriados com eles que deixamos de enxergar a realidade tal como é e isso inclui o próprio ídolo. O objetivo de cada um deles é impressionar e, assim, procura manter-se em uma certa distância ou mesmo se fecha numa redoma, por saber que “de perto ninguém é normal”, como bem diz Caetano Veloso.

Se ídolos são feitos para impressionar, ícones existem para influenciar. E os melhores líderes podem ser ícones, jamais ídolos.

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ONDE ESTÁ A SUA ATENÇÃO?

Onde a sua atenção está é determinante para o seu sucesso. Isso porque onde está a sua atenção, lá estão também os seus pensamentos. E deles dependem as suas decisões e ações. E os resultados são decorrentes dessas ações.

Infelizmente, nem sempre a nossa atenção está aonde devia. Dispersos, tomamos decisões equivocadas e ações com baixo poder de resultados.

Agora, se a atenção estiver nas ameaças do mercado ou do negócio, a mente será tomada por pensamentos de preservação e autodefesa. As decisões, portanto, serão pela busca de segurança.

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SEU COPO ESTÁ CHEIO OU VAZIO? O FOCO ESTÁ NO ACERTO OU NO ERRO?

Parece que o mundo se especializou na falta. Veja os médicos: tratam mais da doença do que da saúde. Os advogados: tratam mais do crime do que da ética. Talvez porque acreditem que a doença é o oposto da saúde e o crime é o oposto da ética. E que, ao aprender sobre a doença ou o crime, se aprende, também, o que é saúde, ética e aptidão. Mas são coisas diferentes, de maneira que a lição é sempre enviesada e incompleta. A parte vazia do copo não ensina como se faz para enchê-lo.

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“ISSO NÃO É COMIGO!”

Não foi por falta de aviso. Ele bem que tentou:

– Socorro! Tem uma ratoeira na casa! Façam alguma coisa!

Demorou para saber o que havia naquele pacote que o fazendeiro e sua esposa desembrulhavam. Ao espiar pela fresta da parede, o rato constatou, aterrorizado: uma ratoeira! Correu para o terraço, fazendo um tremendo alarde:

– Uma ratoeira! Tem uma ratoeira na casa! Perigo!

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TORNAR-SE HUMANO

Todos nós possuímos uma bússola moral a nos indicar o certo do errado, mesmo antes de aprender sobre o bem e o mal. É inerente. Mesmo assim, não são poucos os exemplos de incoerência em que incorremos no dia-a-dia. Desde rir de uma piada sem graça, apenas para agradar o interlocutor ou concordar com algo veementemente contrário ao que acreditamos, só para evitar algum conflito ou ainda esconder o defeito no carro que colocamos à venda com a intenção de obter vantagem financeira.

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VOCÊ LEVA A VIDA COMO BÊBADO OU COMO EQUILIBRISTA?

Bom mesmo seria se a resposta fosse: nenhum dos dois e, ainda assim, um pouco dos dois. 

Existir é diferente de viver! Boa parte das pessoas declara que se sente mais feliz em atividades de lazer do que no trabalho. E essa felicidade é, muitas vezes, feita de sol, praia, cervejinhas geladas, cheiro da picanha na churrasqueira e o jogo na telinha da televisão. As conversas ficam sempre na superfície dos esportes, da família, da última moda, das próximas férias e das fofocas sobre conhecidos e celebridades. Se isso tudo representa felicidade, então ser feliz fica mais próximo do existir do que do viver. Porque viver é fazer uso voluntário das nossas capacidades e isso acontece quando estamos diante de um desafio ou de um objetivo a ser alcançado.

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NOVA ECONOMIA, UTOPIA OU REALIDADE?

Veja se você reconhece as situações a seguir: os infelizes no trabalho, os empreendedores amedrontados, os empresários sem horizonte, os ricos de mentira, os sem-significado, os líderes destituídos de propósito, os que vivem a mesmice na zona de conforto. Que riquezas podem surgir de tão desalentadores (para dizer o mínimo) espectros?

Mudemos, então, o foco. Faço uma proposta: tal como crianças, vamos brincar de imaginar? Comece idealizando um negócio capaz de oferecer significado a todos os envolvidos. Afaste a intromissão da censura. Agora, pense em uma empresa capaz de oferecer satisfação e autorrealização a todos os seus colaboradores. Siga em frente de maneira positiva. Delineie os contornos de um trabalho que proporcione alegria a quem o faz. Amplie o cenário, apostando na existência de um mercado movido mais pelo amor do que pelo medo. Permita-se uma dose de romantismo.

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ENTRE COMOS E PORQUÊS

É fácil confundir as coisas. Parece que é, mas não é!

Existe grande diferença entre as leis de dentro e as leis de fora. Até produzem resultados diferentes, a depender de sua procedência. Nas empresas, leis de fora são conhecidas como regulamentos. São de tal forma ineficazes que, na era da qualidade, resolveram normatizá-las, para que fossem definitivamente sacramentadas e aceitas. É mesmo um embate sem fim, o de querer que as leis de fora vigorem. Podem até funcionar precariamente, diante das ameaças de punição caso não sejam seguidas, mas sempre com grande esforço das partes. E sempre haverá manhas e artimanhas com o intuito de burlá-las.

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EMPRESA: VOCAÇÃO HUMANA. (PARTE 2 DE 2)

No artigo anterior, ‘Empresa: vocação econômica’, falamos sobre as incoerências entre o desenvolvimento humano e econômico. Como encontrar o equilíbrio entre os dois foi a questão que ficou em aberto e que buscaremos clarear nesta segunda parte.

O projeto humano

A formação escolar, sem dúvida, tem um importante papel. Também o Estado e as religiões. Mas é no trabalho que o adulto consciente e com autonomia para fazer as suas próprias escolhas é capaz de realização e autorrealização. E pode construir, enquanto se constrói. Transformar-se, ao mesmo tempo em que transforma. E fazer da existência uma oportunidade de bem viver e bem estar. Exatamente porque o trabalho está presente na maior parte de sua maturidade.

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