DESIDERATO 5 – EU DESEJO BENEFICIAR A VIDA

Economia, mercados, negócios, empresas, trabalhos têm muita importância, sem dúvida. Mas não podemos esquecer que tudo isso está contido em um projeto maior chamado Vida, a verdadeira riqueza. 

É ainda mais preciosa quando revestida de beleza e vivenciada no estado da arte. Isso acontece quando oferecemos ternura e cuidado a todos os que nos cercam e a tudo que fazemos, como quem embala uma criança na paz de seu sono. 

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DESIDERATO 4 – EU DESEJO INSPIRAR A ESSÊNCIA DAS PESSOAS

A inspiração é algo que vem do acolá, para nos socorrer nos desafios do aqui. Provavelmente, essas duas palavras não façam muito sentido para você, assim soltas, na série de desejos. Vamos ao que significam. Entenda por acolá algo metafísico e subjetivo enquanto o aqui é algo mais físico e objetivo. O aqui é transitório, o acolá é transcendente. Diante disso, como absorver e vivenciar essas concepções virtuosas para acessar e inspirar a essência das pessoas?

Se ficarmos somente no discurso ou na conversa abstrata, não seremos bem-sucedidos em um anseio tão fundamental. É preciso aterrissar, fincando os pés no aqui, para fazer o movimento com gestos concretos.

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DESIDERATO 3 – EU DESEJO DESENVOLVER A CONSCIÊNCIA HUMANA

Precisamos ter consciência de nossos impulsos, tanto os positivos como os negativos. A energia que os libera é a mesma, mas, como ensina a sabedoria budista, “bebida pela vaca, a água se transforma em leite; bebida pela cobra, a água se transforma em veneno”. 

Falta-nos consciência quando não conseguimos identificar os impulsos negativos ou damos as costas para eles, fazendo de conta que não existem. A água precisa ser preservada, caso contrário não produzirá veneno nem leite. É a consciência que dá o melhor destino à água, impedindo seu deletério desperdício.

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DESIDERATO 2 – EU DESEJO COMPARTILHAR CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS

Busque o fio condutor da história da humanidade ao longo de suas diferentes eras e, durante grande parte dela, verá a força como o poder principal. Até o feudalismo, quem a detinha era o nobre de sangue azul, por meio de seus aguerridos vassalos. Com eles, ampliava seus domínios, ao invadir, saquear e dominar propriedades alheias. Assim, expandia seu patrimônio territorial, pois a terra significava   riqueza. 

Quando a era industrial surgiu, o poder passou a ser o capital. Sem dúvida superior que a força, pois esta é finita e se esvai com o tempo, enquanto o capital pode ser acumulado e aumentado indefinidamente. É capaz, inclusive, de comprar a própria força. 

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DESIDERATO 1 – EU DESEJO VIVER UM PROPÓSITO COLETIVO

Vários são os dons, diversos, os talentos, múltiplas, as inteligências. Mas o propósito é um só. Muitas são as atividades, os ofícios, as profissões, as vocações. Mas o propósito é o mesmo, a construção de uma Nova Economia.

Cada um se manifesta ao seu jeito, tendo em vista o propósito coletivo, que é a construção de um mundo melhor. Habitamos a mesma casa, bebemos a mesma água, respiramos o mesmo ar, vivemos o mesmo Espírito.  Precisamos transformar a Casa Comum em um lar para todos. 

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DESIDERATOS DA NOVA ECONOMIA

Acídia – do grego akédia ou acédia – significa o enfraquecimento da vontade. Do menor para o maior grau, a acídia se expressa por cansaço, preguiça, monotonia, desânimo, letargia, apatia, depressão e até suicídio. 

A palavra não significa apenas o suicídio físico. Abrange, também, o que ocorre sem que haja morte real, quando as pessoas “vivem” em transe, como zumbis, sem nenhum senso de orientação.

A acídia, promovida pela velha economia, corre solta na sociedade – em empresas, famílias, escolas. 

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… E O QUE É MESMO A NOVA ECONOMIA?

Para compreender a nova, é preciso antes entender a velha economia. É composta por galpões, plantas industriais, máquinas e equipamentos, lojas e balcões, computadores e acessórios, processos e padrões. Criou-se a ciência da administração para planejar, organizar, controlar e avaliar todos esses recursos, e não somente os físicos, materiais, tecnológicos, financeiros, mas – e aí está o x da questão – também os humanos. 

Na velha economia o humano foi coisificado, igualando-se aos demais recursos. Como resultado, produtos e serviços ofertados também passam pela coisificação, feitos mais para vender do que ajudar.

A velha economia é aterrada. Especializou-se no aqui, aterrissou e aqui ficou.

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EM QUEM VOCÊ SE ESPELHA?

O problema são as referências. Nem sempre as melhores, nem sempre corretas. Mas, ao tomar algo como referência, a tendência é copiar. E, como diz o ditado, quem imita as ondas apenas dá cambalhotas.

O assunto aqui é liderança, que é e sempre será um tema instigante. As referências históricas recaem sobre Henry Ford, Walt Disney, Jack Welch, Steve Jobs. Todos foram líderes bem-sucedidos, embora com características muito diferentes. São alguns do mundo dos negócios. A regra é a mesma se considerarmos gente famosa na política: Winston Churchill, Charles De Gaulle, Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt. São referências pela relevância que tiveram. 

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QUAL É O CHAMADO?

O que nos chama? O que pode, nesse momento dramático, elevar as nossas chamas? Qual a conexão entre as nossas chamas, tremeluzentes, com o chamado, tão incisivo?

Momento inédito e único de tentar compreender o chamado que há muito nos chamava, mas, no frenesi de correr para lugar nenhum, tão fora da ordem vivíamos, que não tínhamos tempo nem atenção para ouvi-lo. Nossas chamas embriagadas, entorpecidas e entretidas nas múltiplas fugas deixavam-se levar por outros chamados, falsos chamados, cantos de sereia.

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RECONSTRUA A CASA COM NOVOS PILARES

A palavra economia vem de do grego “oikos”, casa, e “nomos”, costume ou lei. É a ciência que cuida dos costumes da casa. A casa em que todos nós moramos. E as relações internas que a caracterizam: entre as empresas, delas com o meio ambiente, com a natureza e a Mãe Terra. A nossa Casa. A Casa Comum, onde cada um de nós oferece os seus préstimos, por meio do trabalho. 

Não existe separação entre a natureza e os seres humanos. Não somos funcionais e utilitários. A velha economia errou ao fazer dos seres humanos apenas meios para fins lucrativos. Trocou o humano pelo econômico. Com isso, desarranjou a Casa e as relações dentro dela, ao desestruturar seus alicerces, impedindo que houvesse o saudável e vital equilíbrio, a harmonia, a solidariedade.  

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