PARA IR AINDA MAIS FUNDO

A era industrial acabou, mas ainda permanecemos muito ligados às máquinas. Estamos rodeados delas: o som das sirenes, a luz dos semáforos, o movimento das escadas rolantes, a marcação dos relógios, o ruído dos rádios, a banalidade das televisões, e, no entremeio, o toque do celular ou a consulta intermitente às suas informações durante o dia todo.

Em outras palavras: saímos da era industrial, mas a era industrial não saiu da gente.

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A COR DOS SEUS OLHOS PODE SER REVELADORA

O que dá cores ao nosso olhar?

Sim, não temos o mesmo olhar o tempo todo. Aliás, ele muda até durante o dia. O matinal é diferente do crepuscular. A incidência da luz muda a paisagem. Como os olhares, também se alteram nossos pensamentos e sentimentos.

O mesmo vale para a observação de uma obra de arte, como uma tela de Van Gogh ou de Matisse. O que suscitam depende de quem as observa. E mesmo do momento em que cada um as contempla, pois as reações individuais podem ser bem distintas.

O que dá cores ao nosso olhar?

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A FORÇA DO PROPÓSITO

Este é o título da matéria de capa da Exame, na edição – já nas bancas – de primeiro de maio próximo. O complemento é instigante: “A ciência mostra que enxergar significado no próprio trabalho, algo cada vez mais escasso em todo o mundo, torna as pessoas mais saudáveis e produtivas. E é o caminho para uma vida plena e mais feliz”.

O sentimento é de satisfação ao saber que a mais importante revista de negócios do país resolveu dar destaque a um tema que nós, na Metanoia, tratamos há duas décadas.

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RESULTADOS EM CENÁRIO DE COOPETIÇÃO

Quando diz “resultados”, você sabe mesmo do que está falando? Talvez até se ofenda com essa pergunta. Afinal, trata-se de uma das palavras mais faladas e consagradas nas empresas e das poucas que não saíram de moda, nessa mudança de eras.

Quem sabe você pense que estamos simplesmente complicando o óbvio. Afinal, resultado é aquilo que resulta. Tão elementar, assim à primeira vista. Mas aí é que está a questão: sim, resulta, mas do quê? Oras, das ações decorrentes de decisões e, estas, resultam das informações e percepções que cada um tem da realidade. Então… agora as coisas se complicam mesmo, pois todos têm acesso às mesmas informações, mas cada um de nós tem percepções muito próprias.

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MUDAR É PRECISO?

Mudar é preciso! Até aí nada de novo. As empresas necessitam mudar por vários motivos. Quer seja pelos baixos resultados, quer seja para um melhor posicionamento no mercado, quer seja para lançar desafios à equipe. Se as coisas vão mal, é preciso mudar. Se bem, ainda assim é preciso mudar. O contrário da mudança é a estagnação.

Nessa altura, o leitor deve estar questionando para onde vai toda essa conversa sobre mudança que, aliás, trata-se de uma velha cantilena nos meios organizacionais. Pois bem! Quero convidá-lo a uma reflexão sobre um aspecto pouco considerado e que talvez explique as dificuldades enfrentadas em processos atuais de mudanças.

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ENTRE O BEM E MAL

O nazismo, hoje tido como um mal, foi considerado um bem pela maioria dos alemães, no período de 1933 à 1945. O mesmo vale para o fascismo, que dominou a Itália durante parte do século XX. Semelhante conclusão pode ser aplicada aos megalômanos da história – reis, imperadores, príncipes – opressores em suas épocas e, agora, consagrados como empreendedores vitoriosos, tamanho é o interesse que despertam seus palácios e castelos a turistas maravilhados e dispostos a capturar todo o luxo ancestral nas lentes de suas máquinas fotográficas.

Visitei o tenebroso campo de concentração da Auschwitz, o inferno na terra durante a Segunda Guerra Mundial, onde aconteceram as atrocidades do holocausto. No filme sobre Hannah Arendt, filósofa alemã de origem judaica, está registrado o que a fez ser perseguida por seus próprios semelhantes: constatar, corajosamente, que na época o mal não parecia perverso e diabólico. Era apenas ordinário e banal.

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QUAL A TEMPERATURA DA SUA EMPRESA?

Lá, tudo é muito morno: as ideias, os projetos, as relações, os resultados. A empresa vive no banho-maria. Olhando, assim, de relance, até parece que as coisas estão nos seus devidos lugares, cada um cumprindo a sua rotina diária, fazendo o que é politicamente correto. E politicamente correto é o mesmo que tepidez. Nem frio nem quente. Digamos assim que esse estágio, em uma escala de 1 a 10, nos extremos de algo errado ou certo, estaria só um degrauzinho acima da primeira opção. Não exatamente errado, mas muito longe do certo.

Na empresa morna, não existe vibração nenhuma. É uma constatação que vale tanto para as conquistas quanto para as derrotas. Nada parece despertar emoções. Não há manifestações de raiva, quando acontecem as derrotas, nem muita alegria diante das vitórias. Tudo é simplesmente regular, aquele desestimulante meio termo entre o ruim e o ótimo.

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O MELHOR LÍDER QUE SE PODE SER

Preocupações não faltam: o volume de faturamento no semestre, o caixa positivo no final do mês, a renovação do crédito ainda nessa semana, a aceitação de um novo produto pelo mercado, a substituição de um gerente, o treinamento de um novo funcionário, a garantia da qualidade, a motivação da equipe, a satisfação dos clientes… e uma série de outras questões que tomam o seu tempo e, às vezes, roubam o seu sono.

Todos esses problemas são típicos da função de um líder e aí vai um alerta: você tem se preocupado com a sua performance como líder? Trocando em miúdos: as melhores decisões e os melhores desempenhos dependem muito da sua atuação como líder. Você tem investido tempo no seu aperfeiçoamento como líder?

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PRIMAVERA EMPRESARIAL

A primavera é gestada no inverno, aspecto importante, mas de que poucos se dão conta. Toda a maravilha que podemos contemplar na natureza foi preparada naquele ambiente inóspito, improdutivo, de baixas temperaturas e sem vida aparente. Um período em que as noites são mais longas do que os dias. Há mais escuridão do que luz.

A empresa geradora de riquezas nas quatro dimensões representa a primavera empresarial, em meio a tanto quaisquerismo presente no mundo dos negócios, pautado muito mais pela competição de um mercado voraz.

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O DESAFIO DA RELAÇÃO CORRETA

Dos cinco desígnios em O Velho e o Menino, um dos mais flagrantes no dia-a-dia é aquele que trata da relação sujeito/objeto. Não sem motivo, trouxe-o de volta no recente livro Chamamentos, como a definir a relação correta que nos remete à ordem natural.

Se já lhe aconteceu – e é bem possível que sim –, talvez você consiga avaliar o que sente ao perceber que seu interlocutor, no outro lado da linha, está fazendo alguma outra coisa enquanto fala ao telefone. Às vezes, até dá para ouvir o clique das teclas do computador, ao mesmo tempo que os comentários ouvidos vão se tornando superficiais.

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