O ANTÍDOTO ESTÁ NO VENENO

Se o medo é um fato e um estorvo, ao mesmo tempo, que ao menos aprendamos a reconhecê-lo, sem nos deixar enganar. Existem medos e medos e, para driblar cada um deles, cabem atitudes e estratégias diferentes, destinadas a impedir que interfira nas mudanças que precisam ser feitas.

Continue lendo

O BOI VOADOR

Os discípulos de Tomás de Aquino, tentando importuná-lo, quando estava compenetrado em seus escritos, chamaram-no:

– Mestre, venha depressa! Veja o que está acontecendo! Olhe pela janela, veja lá fora… um boi voando!

Tomás de Aquino largou o que fazia e, num salto, foi até a janela. Os jovens aprendizes puseram-se a rir da ingenuidade dele.

– Mestre, com toda a sua sabedoria, como pode acreditar em um boi voando?

No que o santo respondeu:

– Prefiro acreditar que um boi possa voar do que perder a confiança em vocês.

Continue lendo

TÁTICA DA FOCA FUNCIONA!

Quem disse que não?  A tática da foca funciona, sim. Nunca neguei, nem mesmo quando a apresentei pela primeira vez, no livro “Rico de Verdade”. Apenas para lembrar, o objetivo dela é manipular pessoas – colaboradores, clientes, filhos – por meio de peixes tóxicos.

Peixe tóxico é uma condição: “se você fizer isso, você ganha aquilo”. O aquilo é o peixe tóxico, um estímulo externo para que alguém faça algo que não faria por motivação própria. Para o colaborador, o bônus, o prêmio e a comissão. Para o cliente, a promoção “compre um, leve dois”, entre outras, o desconto e demais fajutices muito conhecidas. Experimente adquirir remédio em uma farmácia. Para os filhos, a bicicleta no final do ano ou a viagem à Disney, desde que…

Continue lendo

LÍDERES SÃO OS MAIS RESISTENTES ÀS MUDANÇAS

Lido com negócios, empresas e líderes. E com mudanças. É o que buscam. Assim é que é ou deveria ser. Mas a natureza humana é contraditória, ambígua e ilógica. Pois acredite: há quem esteja atrás de uma mudança do tipo não-mudança.

Sei que parece estranho, mas acontece, pois há líderes de empresas obcecados por regularidade e estabilidade, portanto, o contrário de mudança. No fundo, querem manter o trem – a empresa – sobre os trilhos do jeito que sempre esteve. Querem que os trilhos se ajustem ao comboio.

Continue lendo

NADA SUBSTITUI O LUCRO

Difícil dissociar negócios de dinheiro. A relação é tão direta que, ao definir um negócio como “uma forma de contribuir com o mundo”, parece que mudamos de planeta. Negócio é para obter lucros e fim!

Sim, nada substitui o lucro, mas imagine pessoas pulando cedo da cama pela manhã para se dirigir ao trabalho, cada uma com um objetivo na cabeça. A primeira pensa em como fazer para a empresa obter mais lucros. A segunda, em como prestar um serviço com excelência. A terceira em como fazer do mundo um lugar melhor. Tente avaliar o grau de motivação e comprometimento desses colaboradores em cada uma das situações.

Continue lendo

PORQUE ME ALINHEI AOS PESSIMISTAS

Fiz a seguinte pergunta, durante um evento que eu conduzia: vocês acham que o mundo vai estar melhor daqui a cinco ou dez anos? Dos trinta participantes, 29 responderam veementemente que sim, apenas um afirmou que não.

Pedi ao distinto que apresentasse os seus argumentos e eles remetiam à devastação do meio ambiente e das consequentes ameaças ao planeta. Houve um contraponto na ala dos otimistas, indicando o interesse da indústria automobilística na fabricação de veículos que não utilizem combustíveis fosseis, para reduzir bastante o índice de poluição.

Continue lendo

VÊ SE NÃO COMPLICA!

A nossa língua é mesmo complexa. Refiro-me, aqui, à portuguesa, apenas para não deixar dúvidas. É bom esclarecer, antes de mais nada, porque a palavra língua significa tanto um órgão muscular situado na boca e na faringe como também um idioma. Se a consulta foi feita ao dicionário, a complicação aumenta muito, tantas são as definições possíveis.

Continue lendo

APRENDER REQUER AUTONOMIA

As escolas ainda não perceberam que memorização não é a mesma coisa que aprendizagem. Decorar é apenas uma técnica. Mais distante ainda de aprendizagem é considerar que memorizações de outras pessoas sejam respostas finais ou gabaritos para os aprendizes, anulando qualquer possibilidade de conduzi-los a pensar por conta própria.

Com isso não quero dizer que reflexões alheias careçam de relevância, mas é preciso que se leve em conta as condições e circunstâncias como esses pensamentos ocorreram a essas pessoas. O problema é que o excesso de reverência às “autoridades no assunto” diminui a possibilidade do aprendiz chegar a ter “autonomia no assunto”, sem a qual jamais existirá a verdadeira aprendizagem.

Continue lendo

DEIXE DE ONDA!

Somos assim. Eu, você, todos nós. Até os que tentam se amparar em seus cargos, profissões, posições. Por mais fortes e confiantes que tentemos parecer, no fundo somos frágeis. Elimine as máscaras e fantasias e, por trás dos artifícios, o que sobra é a vulnerabilidade. É ela o que mais nos caracteriza.

Continue lendo

DESÇA DAS NUVENS E CONHEÇA A SUA EMPRESA!

Da janela do avião, o mundo parece viver na santa paz. Tudo tão sereno e calmo. A sublime tranquilidade parece verdadeira até o avião aterrissar e você sair pelo desembarque. À flor da terra. Aí, sim, vai se defrontar com a realidade. Nada calma nem serena ou tranquila. Existem vulcões por todos os lados.

Essa é uma boa analogia para mostrar o viés de percepção que existe entre o topo e a base na empresa. Não há nada mais distante da realidade do que a caixinha superior do organograma e a sala da diretoria, apenas para citar alguns exemplos. Observar a realidade a partir dessa perspectiva é como olhar da janela do avião. Desça para ver!

Continue lendo