Categoria: Nova Economia

BURN OUT NA TERRA DE MACUNAÍMA

De vez em quando, surge uma nova palavra ou expressão até mesmo em outra língua, nos ambientes organizacionais. A mais recente mereceu capa de revista. A Exame dessa quinzena ostenta a explosão burn out na capa escura. Não bastasse a imagem de impacto, acrescenta: “O esgotamento pelo trabalho é o tema de gestão de pessoas mais quente de 2020.” E continua: “Os excessos trazem perdas econômicas e sociais – e não podem mais ser ignorados.”

O espantoso na matéria é ver o Brasil como o país mais estressado da América Latina e o segundo do mundo, na frente da China e dos Estados Unidos, perdendo apenas para o Japão.

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A DESCOBERTA DO SER HUMANO.

A forma de organizar a produção durante toda a história do Brasil tem causado graves distorções nas relações de trabalho e na formação do perfil do trabalhador brasileiro. Nos tempos do Brasil Colônia os senhores da Casa Grande criaram as “pessoas-objetos” que eram os escravos. Com o início da industrialização, formou-se o operariado proveniente do campo e as “pessoas-objetos” evoluíram para “pessoas-máquinas” com algumas vantagens como receber salário e jornada de trabalho entre dez e doze horas diárias. A “pessoa-máquina” nada mais era do que a parte da máquina que a própria máquina não era capaz de fazer. E só! Lá estava para trabalhar, e não para pensar, muito menos sentir!

As indústrias cresceram muito e junto com esse crescimento surgiu retumbante a burocracia. A burocracia era uma tentativa de padronizar aquilo que tinha dado certo. Para isso, criava organogramas, descrição de cargos e salários, manuais de rotinas e procedimentos e “pessoas-normas”. Ou melhor, as normas vinham antes das pessoas. O controle valia mais do que a tarefa; o registro mais do que o resultado. Em outras palavras, não havia espaço para ser gente!

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NOVA ECONOMIA, UTOPIA OU REALIDADE?

Veja se você reconhece as situações a seguir: os infelizes no trabalho, os empreendedores amedrontados, os empresários sem horizonte, os ricos de mentira, os sem-significado, os líderes destituídos de propósito, os que vivem a mesmice na zona de conforto. Que riquezas podem surgir de tão desalentadores (para dizer o mínimo) espectros?

Mudemos, então, o foco. Faço uma proposta: tal como crianças, vamos brincar de imaginar? Comece idealizando um negócio capaz de oferecer significado a todos os envolvidos. Afaste a intromissão da censura. Agora, pense em uma empresa capaz de oferecer satisfação e autorrealização a todos os seus colaboradores. Siga em frente de maneira positiva. Delineie os contornos de um trabalho que proporcione alegria a quem o faz. Amplie o cenário, apostando na existência de um mercado movido mais pelo amor do que pelo medo. Permita-se uma dose de romantismo.

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VIVA A MELHOR ESTRATÉGIA

Existem duas estratégias que podemos adotar para conduzir a nossa vida. A primeira é tentar fazer com que o mundo externo se adapte ao nosso propósito. A segunda é mudar o modo como vivenciamos o mundo externo para adaptá-lo ao nosso propósito.

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NADA SUBSTITUI O LUCRO

Difícil dissociar negócios de dinheiro. A relação é tão direta que, ao definir um negócio como “uma forma de contribuir com o mundo”, parece que mudamos de planeta. Negócio é para obter lucros e fim!

Sim, nada substitui o lucro, mas imagine pessoas pulando cedo da cama pela manhã para se dirigir ao trabalho, cada uma com um objetivo na cabeça. A primeira pensa em como fazer para a empresa obter mais lucros. A segunda, em como prestar um serviço com excelência. A terceira em como fazer do mundo um lugar melhor. Tente avaliar o grau de motivação e comprometimento desses colaboradores em cada uma das situações.

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FAÇA AS CONTAS, MAS APOSTE NOS CONTOS

A Policia Militar não entra em acordo com a Datafolha. Eles não acertam a conta. Nem seria um grande problema se a diferença entre as duas enquetes não fosse muito distante. Claro que estou me referindo às manifestações de rua, mas nesse caso as questões políticas se sobrepõem à lógica dos números. As contas são umas, os contos são outros. Transferindo a questão para o ambiente da empresa, será que não acontece o mesmo nas divergências entre os contos e as contas?

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VOCÊ VAI PRECISAR DE UM GPS

Tente imaginar o mundo e o mercado daqui cinco ou dez anos. Você espera um ambiente mais tranquilo, com menos entropia, confusões e tumultos? Pense nos efeitos da tecnologia na última década. Agora, projete-os para frente. Consegue imaginar o que poderá acontecer?

Você não sabe, eu não sei, tal como ninguém, nem mesmo os melhores futurólogos. Mas uma coisa é certa: cada vez mais vamos precisar de um GPS que nos conduza ou ao menos nos impeça de perder de vista o Norte.

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DO DESEJO AO EMPREENDIMENTO

Quando olhamos uma empresa, ativa e líder de mercado com seus produtos e serviços, pouco ou nada sabemos da história que a levou até esse ponto.

Tudo começa com um desejo; do desejo à vontade; da vontade à idéia. Nesta gênese está o DNA que determina a prosperidade e a longevidade do negócio ou a sua vida curta e fracasso. É porque existem categorias diferentes de desejos: (1) da sobrevivência e busca de meio de vida; (2) de prosperar e constituir riqueza; (3) de fazer alguma diferença; (4) de contar uma história que dê sentimento de orgulho; (5) de resolver um problema e oferecer uma contribuição importante para a sociedade.

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TAMANHO NÃO É DOCUMENTO

Grandes organizações privadas, instituições, departamentos, agências e funcionários públicos anônimos jamais serão capazes de prover aquilo de que somente seres humanos com seres humanos são capazes. Sim, porque não conseguem compreender e suprir uma questão básica: a maior parte das soluções para desafios requer compreensão da dor do outro e afeto. Lidam com milhares de pessoas. Afinal, multidão e ninguém é a mesma coisa.

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EMPRESAS TAMBÉM SOFREM DE DÉFICIT DE ATENÇÃO

Eu costumava dizer que a comunicação é o principal problema da maioria das empresas. Antes de aprovar meu palpite, gostaria de acrescentar outro que pode fazer você mudar de ideia: a maior dificuldade, mesmo, é o “transtorno de déficit de atenção”. Pressinto alguns concordando, enquanto outros coçam a cabeça tentando compreender melhor a nova tese.

Existe um grande alheamento no ar, eis a questão! Muitas decisões erradas são tomadas por conta disso: falta de atenção, o que torna difícil eleger as prioridades. Prioridade, por sua vez, significa dar ordem às coisas, o que é de compreensão difícil em boa parte das empresas. E, se não há consenso nesse sentido, é porque as atenções estão dispersas, em distintas direções.

Outra prova do “transtorno de déficit de atenção”: também é comum nas empresas reagir mais do que refletir. Refletir implica dar uma pausa, ajustar percepções, avaliar o contexto para depois agir. Oras! Se realizado dessa forma, esse exercício será uma boa maneira de colocar a atenção onde ela deve estar. Mas, por acreditar em sua eficiência, as empresas limitam-se a ser reagentes. E reagir é raquetear, ou seja, viver o drama diário de pingueponguear bolinhas, ad eternum.

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