Categoria: Metanoia – Um novo olhar

OLHE PARA TRÁS!

Olhar para a frente, para as tendências, para o futuro. É o que recomendam, com insistência. Válido, para o transitório, mas não para o transcendente, ou seja, o que não passa. Como aprendi que o aqui não se faz sem o acolá, eu prefiro olhar para trás. Para mim, o passado tem mais futuro do que o futuro. No que se refere ao transcendente, penso que o futuro está em desvantagem com relação ao passado.

 O que digo lhe parece estranho? Então reflita comigo. Tome como exemplo a empresa, transformada em organização por meio da ciência da administração, mas preferida pelas pessoas quando se assemelha a uma comunidade de trabalho, nos moldes daquelas de artesãos e que antecederam a revolução industrial.

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MERGULHE DE CORAÇÃO EM UMA HISTÓRIA INSPIRADORA: STARBUCKS

Em um dia de inverno, aos 7 anos, ao voltar para casa da escola encontrei meu pai esparramado no sofá engessado do quadril até o tornozelo. Meu pai era um veterano de guerra sem instrução e, apesar de muito orgulhoso, nunca realmente encontrou o seu lugar no mundo. Ele teve uma série de empregos braçais extremamente árduos para sustentar a família, sem nunca conseguir ganhar mais de U$ 20 mil por ano. Ele foi motorista de caminhão, operário em uma fábrica e até motorista de táxi por algum tempo, mas o seu trabalho atual era o pior. Ele dirigia um caminhão coletando e entregando fraldas de pano. Naquele dia, meu pai havia escorregado no gelo e quebrado o quadril e o tornozelo e, para um trabalhador braçal em 1960, não havia indenização por acidentes no trabalho. Nenhuma assistência médica. Nenhuma indenização por afastamento. Meu pai foi mandado para casa depois do acidente e dispensado pela empresa. Quando meu pai faleceu em 1988, de câncer do pulmão, não tinha nenhuma poupança nem pensão. E o mais trágico, na minha opinião, foi que ele nunca encontrou realização nem significado em seu trabalho. ”

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O DOM DE DESPOSSUIR

Deixe-me lhe dizer uma coisa: sabe onde a coisa pega? Na mania de posar de proprietário. E, também, na crença de que liderança se transmite pelo DNA. Se for assim, o que se passa? Você trata a sua empresa como se fosse uma capitania hereditária e a prole, uma dinastia. 

Às vezes até funciona, quando os herdeiros se preparam adequadamente e o melhor indicador é quando quem o sucede supera o fundador. Mas, aparentemente, não é o que mais acontece. Ditados sempre surgem de indícios bem reais. Lembre-se daquele “pai rico, filho nobre, neto pobre”.

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AUMENTE OS RENDIMENTOS 1% AO DIA

Investidores estão sempre em busca das maiores taxas de retorno. Para isso, vasculham opções de renda fixa, variáveis, fundo de ações, bolsa de valores. Qualquer taxa de 1% a mais é muito bem-vinda.

Existe, porém, um investimento que é o maior de todos: aquele que fazemos em nós mesmos, ou seja, capaz de nos tornar seres humanos melhores. Calcule que essa seja a busca de todo vivente: evoluir diariamente 1% ao dia!

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OUSE CRIAR BELEZA

“As coisas que não existem são mais bonitas”, poetizava Manoel de Barros. Um viva à utopia!

Acho bonita a empresa ética, humana e próspera. E quem consegue juntar essa tríade virtuosa em um projeto empresarial. A liderança cuja gestão é baseada em valores virtuosos. Entre outros, valores como atenção, bondade, coerência, colaboração, comprometimento, confiança, dignidade, fé, cordialidade, humildade, perseverança, solidariedade. Ao fazê-lo, consegue aflorar os mesmos valores em todos aqueles que, com ela, fazem negócios.

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RELACIONAMENTOS ATRAPALHAM DECISÕES

Concorda? Duvida? Então pense em quantas vezes deixou de tomar determinada decisão ou resolveu algo de maneira menos adequada apenas para não frustrar as expectativas dos outros, evitar ressentimentos ou até mesmo não sentir culpa.

Se acontece com você, então penso que está de acordo com a epígrafe. Mas os relacionamentos não deveriam atrapalhar a tomada de decisões. Sabe por que essas coisas se repetem e parecem “normais”? Porque misturamos as estações, ou melhor, misturamos decisões com relações. Quando dizemos não – e essa, às vezes, é a melhor decisão a tomar – a negativa é para a decisão, não para a pessoa que apresentou a sugestão.

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PARA IR AINDA MAIS FUNDO

A era industrial acabou, mas ainda permanecemos muito ligados às máquinas. Estamos rodeados delas: o som das sirenes, a luz dos semáforos, o movimento das escadas rolantes, a marcação dos relógios, o ruído dos rádios, a banalidade das televisões, e, no entremeio, o toque do celular ou a consulta intermitente às suas informações durante o dia todo.

Em outras palavras: saímos da era industrial, mas a era industrial não saiu da gente.

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A COR DOS SEUS OLHOS PODE SER REVELADORA

O que dá cores ao nosso olhar?

Sim, não temos o mesmo olhar o tempo todo. Aliás, ele muda até durante o dia. O matinal é diferente do crepuscular. A incidência da luz muda a paisagem. Como os olhares, também se alteram nossos pensamentos e sentimentos.

O mesmo vale para a observação de uma obra de arte, como uma tela de Van Gogh ou de Matisse. O que suscitam depende de quem as observa. E mesmo do momento em que cada um as contempla, pois as reações individuais podem ser bem distintas.

O que dá cores ao nosso olhar?

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RESULTADOS EM CENÁRIO DE COOPETIÇÃO

Quando diz “resultados”, você sabe mesmo do que está falando? Talvez até se ofenda com essa pergunta. Afinal, trata-se de uma das palavras mais faladas e consagradas nas empresas e das poucas que não saíram de moda, nessa mudança de eras.

Quem sabe você pense que estamos simplesmente complicando o óbvio. Afinal, resultado é aquilo que resulta. Tão elementar, assim à primeira vista. Mas aí é que está a questão: sim, resulta, mas do quê? Oras, das ações decorrentes de decisões e, estas, resultam das informações e percepções que cada um tem da realidade. Então… agora as coisas se complicam mesmo, pois todos têm acesso às mesmas informações, mas cada um de nós tem percepções muito próprias.

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MUDAR É PRECISO?

Mudar é preciso! Até aí nada de novo. As empresas necessitam mudar por vários motivos. Quer seja pelos baixos resultados, quer seja para um melhor posicionamento no mercado, quer seja para lançar desafios à equipe. Se as coisas vão mal, é preciso mudar. Se bem, ainda assim é preciso mudar. O contrário da mudança é a estagnação.

Nessa altura, o leitor deve estar questionando para onde vai toda essa conversa sobre mudança que, aliás, trata-se de uma velha cantilena nos meios organizacionais. Pois bem! Quero convidá-lo a uma reflexão sobre um aspecto pouco considerado e que talvez explique as dificuldades enfrentadas em processos atuais de mudanças.

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