Categoria: Liderança

O DOM DE DESPOSSUIR

Deixe-me lhe dizer uma coisa: sabe onde a coisa pega? Na mania de posar de proprietário. E, também, na crença de que liderança se transmite pelo DNA. Se for assim, o que se passa? Você trata a sua empresa como se fosse uma capitania hereditária e a prole, uma dinastia. 

Às vezes até funciona, quando os herdeiros se preparam adequadamente e o melhor indicador é quando quem o sucede supera o fundador. Mas, aparentemente, não é o que mais acontece. Ditados sempre surgem de indícios bem reais. Lembre-se daquele “pai rico, filho nobre, neto pobre”.

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SER VULNERÁVEL É UMA SABEDORIA

Invulnerável é aquele que não pode ser ferido, nem fisicamente nem moralmente. Sim, pois pela posição hierárquica, está acima de qualquer ataque ou crítica. Sobretudo, não se deixa atingir, pois é alguém com quem não se pode discutir. Quem nos oferece essas definições é o filólogo e enciclopedista brasileiro Antônio Houaiss.

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QUAL A TEMPERATURA DA SUA EMPRESA?

Lá, tudo é muito morno: as ideias, os projetos, as relações, os resultados. A empresa vive no banho-maria. Olhando, assim, de relance, até parece que as coisas estão nos seus devidos lugares, cada um cumprindo a sua rotina diária, fazendo o que é politicamente correto. E politicamente correto é o mesmo que tepidez. Nem frio nem quente. Digamos assim que esse estágio, em uma escala de 1 a 10, nos extremos de algo errado ou certo, estaria só um degrauzinho acima da primeira opção. Não exatamente errado, mas muito longe do certo.

Na empresa morna, não existe vibração nenhuma. É uma constatação que vale tanto para as conquistas quanto para as derrotas. Nada parece despertar emoções. Não há manifestações de raiva, quando acontecem as derrotas, nem muita alegria diante das vitórias. Tudo é simplesmente regular, aquele desestimulante meio termo entre o ruim e o ótimo.

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O MELHOR LÍDER QUE SE PODE SER

Preocupações não faltam: o volume de faturamento no semestre, o caixa positivo no final do mês, a renovação do crédito ainda nessa semana, a aceitação de um novo produto pelo mercado, a substituição de um gerente, o treinamento de um novo funcionário, a garantia da qualidade, a motivação da equipe, a satisfação dos clientes… e uma série de outras questões que tomam o seu tempo e, às vezes, roubam o seu sono.

Todos esses problemas são típicos da função de um líder e aí vai um alerta: você tem se preocupado com a sua performance como líder? Trocando em miúdos: as melhores decisões e os melhores desempenhos dependem muito da sua atuação como líder. Você tem investido tempo no seu aperfeiçoamento como líder?

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O DESAFIO DA RELAÇÃO CORRETA

Dos cinco desígnios em O Velho e o Menino, um dos mais flagrantes no dia-a-dia é aquele que trata da relação sujeito/objeto. Não sem motivo, trouxe-o de volta no recente livro Chamamentos, como a definir a relação correta que nos remete à ordem natural.

Se já lhe aconteceu – e é bem possível que sim –, talvez você consiga avaliar o que sente ao perceber que seu interlocutor, no outro lado da linha, está fazendo alguma outra coisa enquanto fala ao telefone. Às vezes, até dá para ouvir o clique das teclas do computador, ao mesmo tempo que os comentários ouvidos vão se tornando superficiais.

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QUAL É A ÂNCORA DA SUA EMPRESA?

Política em polvorosa, rebuliço na economia, dólar e preços descontrolados! Bons motivos para sentir aquele friozinho na barriga.

Muito bem, marinheiro, não dá para deixar de navegar. A viagem continua a despeito dos maremotos e fenômenos sísmicos. O que fazer diante dessas turbulências? Aí está a importância de uma âncora. O velho Aurélio reconhece âncora como proteção, amparo, arrimo e abrigo, além de outras definições. Isso posto, qual é a âncora da sua empresa?

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SOLUCIONE A CRISE DE COMPROMISSO NA SUA EMPRESA

Sonhos não realizados, planos não implementados, projetos inacabados, objetivos não atingidos, metas não alcançadas!

“Onde foi que errei?”, esta é a pergunta que o líder abatido faz a si mesmo. Diante desse, e de outros questionamentos, o líder imagina um rol de culpados: a negligência, a preguiça, o desinteresse, a desmotivação.

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CRIE UMA EQUIPE VENCEDORA

Você gostaria de ter uma equipe de trabalho formada por vencedores? Penso que a resposta óbvia seja um assertivo sim. Vencedor lembra vitória, que lembra disputa, que lembra duelo, ou rixa, ou competição e todas essas palavras remetem a ganhadores e perdedores. Aí está o problema: muitos líderes estimulam a competição na crença de estar desenvolvendo uma equipe de vitoriosos. Mas não é isso o que geralmente ocorre.

Compare uma corrida de cavalos a uma maratona. Numa corrida de cavalos, somente alguns se classificam, os demais são “os demais”. Numa maratona, aqueles que conseguem chegar ao final são os vencedores e o propósito de cada um é melhorar a performance individual.

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EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE – PARTE 2

Muitos estudos foram feitos na tentativa de descobrir o que as pessoas querem no trabalho. Quando o assunto é realização pessoal, Maslow é sempre lembrado. Afinal, é dele o termo autorrealização, para definir o estágio máximo que uma pessoa pode atingir no ambiente de trabalho. Nesse estágio, o indivíduo estará pleno, feliz e, portanto, na sua melhor condição de empenho e desempenho.

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EQUIPE DE ALTA PERFORMANCE – PARTE 1

Você tem ideia de quanto a sua empresa desperdiça de resultados todos os meses? Ao avaliá-los no final do mês, aposto que sempre fica aquele sentimento de que poderia ter sido melhor, considerando o tanto de esforço despendido. A mesma sensação aparece quando é analisado o desempenho da equipe, no confronto com o empenho individual de cada participante. Arrisco ir mais longe: cada um de nós guarda um sentimento íntimo de não estar rendendo tudo o que pode ou é capaz. Estou certo?

Se você está de acordo, podemos ir mais adiante, na seqüência do raciocínio: a alta performance não é uma questão de circunstância ou conjuntura favorável. Alta performance é o principal trabalho do líder, portanto, uma disciplina da liderança.

Desempenho organizacional é decorrente do desempenho humano. Algumas empresas se destacam por seus resultados eficientes advindos de equipes eficientes. Nada mais que isso. Para produzir alta performance, pessoas de alta performance são essenciais. Elas, quando juntas, constituem equipes de primeira linha.

Um breve exercício

Descreva três objetivos de desempenho que a sua empresa pretende atingir nos próximos três meses. Papel e caneta em mãos!

E aí? Sempre que lanço esse desafio aos líderes de empresas, na maioria das vezes os objetivos descritos não estão baseados em desempenho, mas em tarefas. Significa que descreve algo a ser feito e não a ser atingido. Talvez seja esse um dos motivos pelos quais a maioria dos líderes cria mais trabalho do que resultados em suas empresas. “Crescer a participação no mercado”, “ter uma equipe de alta performance”, “satisfazer o cliente nas suas necessidades” são objetivos baseados em tarefas, não em desempenho.

Sempre que definir um objetivo, indague: “como saberemos se fomos bem sucedidos?”.  Se não for possível averiguar, você está diante de um objetivo baseado em tarefas. Objetivos de desempenho definem os resultados almejados. São, portanto, mensuráveis e realizáveis. Está aí a primeira lição: alta performance não é uma questão de intenção, mas da clareza na definição dos objetivos de desempenho.

A química do desempenho

Pois bem! Se o desempenho da empresa é decorrência do desempenho humano, o líder precisa conhecer o que impulsiona ou restringe o desempenho humano. O desempenho humano, por sua vez, decorre das necessidades humanas. Em suma, um líder de uma equipe de alta performance é aquele que sabe alinhar desempenho organizacional com realização pessoal.

O desempenho humano é fruto da atuação do líder e da química que produz no ambiente de trabalho. Sua atuação pode impulsionar ou restringir o desempenho pessoal e organizacional. As empresas com equipes de alta performance possuem alguns fatores em comum: confiança, compromisso e foco, tanto nos resultados, quanto na realização dos colaboradores.

E aí está o principal segredo da química geradora da alta performance: buscar um equilíbrio dinâmico entre desempenho da empresa e realização dos funcionários. Mas, para isso, é necessário saber o que as pessoas buscam.

No próximo artigo, vamos desvendar o que está por trás do desempenho humano. Venha comigo!

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