EM QUEM VOCÊ SE ESPELHA?

O problema são as referências. Nem sempre as melhores, nem sempre corretas. Mas, ao tomar algo como referência, a tendência é copiar. E, como diz o ditado, quem imita as ondas apenas dá cambalhotas.

O assunto aqui é liderança, que é e sempre será um tema instigante. As referências históricas recaem sobre Henry Ford, Walt Disney, Jack Welch, Steve Jobs. Todos foram líderes bem-sucedidos, embora com características muito diferentes. São alguns do mundo dos negócios. A regra é a mesma se considerarmos gente famosa na política: Winston Churchill, Charles De Gaulle, Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt. São referências pela relevância que tiveram. 

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QUAL É O CHAMADO?

O que nos chama? O que pode, nesse momento dramático, elevar as nossas chamas? Qual a conexão entre as nossas chamas, tremeluzentes, com o chamado, tão incisivo?

Momento inédito e único de tentar compreender o chamado que há muito nos chamava, mas, no frenesi de correr para lugar nenhum, tão fora da ordem vivíamos, que não tínhamos tempo nem atenção para ouvi-lo. Nossas chamas embriagadas, entorpecidas e entretidas nas múltiplas fugas deixavam-se levar por outros chamados, falsos chamados, cantos de sereia.

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RECONSTRUA A CASA COM NOVOS PILARES

A palavra economia vem de do grego “oikos”, casa, e “nomos”, costume ou lei. É a ciência que cuida dos costumes da casa. A casa em que todos nós moramos. E as relações internas que a caracterizam: entre as empresas, delas com o meio ambiente, com a natureza e a Mãe Terra. A nossa Casa. A Casa Comum, onde cada um de nós oferece os seus préstimos, por meio do trabalho. 

Não existe separação entre a natureza e os seres humanos. Não somos funcionais e utilitários. A velha economia errou ao fazer dos seres humanos apenas meios para fins lucrativos. Trocou o humano pelo econômico. Com isso, desarranjou a Casa e as relações dentro dela, ao desestruturar seus alicerces, impedindo que houvesse o saudável e vital equilíbrio, a harmonia, a solidariedade.  

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PUNIÇÃO, PEIXE TÓXICO E PROPÓSITO

A esquisitice do título, a princípio parecendo que uma coisa não tem relação com a outra, acredite, tem tudo a ver, pois trata de estágios de consciência diante de um impasse comum: fazer com que as coisas sejam feitas. 

Esse é um tremendo desafio – ou mesmo desespero – do chefe, porque se descumprido o mercado não perdoa, o cliente rejeita desculpas e, o pior de tudo, o fluxo de caixa é implacável. As coisas precisam ser feitas para que se transformem o mais rápido possível em dinheiro. Afinal, as contas vencem! Não podem esperar.

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BURN OUT NA TERRA DE MACUNAÍMA

De vez em quando, surge uma nova palavra ou expressão até mesmo em outra língua, nos ambientes organizacionais. A mais recente mereceu capa de revista. A Exame dessa quinzena ostenta a explosão burn out na capa escura. Não bastasse a imagem de impacto, acrescenta: “O esgotamento pelo trabalho é o tema de gestão de pessoas mais quente de 2020.” E continua: “Os excessos trazem perdas econômicas e sociais – e não podem mais ser ignorados.”

O espantoso na matéria é ver o Brasil como o país mais estressado da América Latina e o segundo do mundo, na frente da China e dos Estados Unidos, perdendo apenas para o Japão.

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O TEMPO É RELATIVO

Einstein, em busca de uma forma simples para explicar a sua teoria da relatividade, ensinava: “quando um homem se   senta ao lado de uma mulher bonita durante uma hora, lhe parece que se passou apenas um minuto. Mas, se ele se sentar sobre um fogão aceso durante um minuto, terá a impressão de ter estado ali durante a mais longa das horas. Isso é relatividade”.

Sim, o tempo é relativo. Existe um componente que complica ainda mais a noção que temos dele: a pressa. Exemplos não faltam para evidenciar tal realidade. Basta ver o que acontece na área de embarque dos aeroportos, tão logo o voo é anunciado. Os passageiros se posicionam em fila por mais de quinze minutos, enquanto aguardam a liberação do acesso à aeronave, embora suas poltronas estejam reservadas.  No final da viagem, a mesma atitude afoita se repete, de um jeito ainda mais patético. Antes do anúncio que autoriza o desafivelar dos cintos, muita gente já se levanta aguardando, desconfortavelmente, o momento em que as portas são abertas para o desembarque. Tanta ansiedade para depois ficar aguardando a bagagem na esteira, junto com os demais.

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OLHE PARA TRÁS!

Olhar para a frente, para as tendências, para o futuro. É o que recomendam, com insistência. Válido, para o transitório, mas não para o transcendente, ou seja, o que não passa. Como aprendi que o aqui não se faz sem o acolá, eu prefiro olhar para trás. Para mim, o passado tem mais futuro do que o futuro. No que se refere ao transcendente, penso que o futuro está em desvantagem com relação ao passado.

 O que digo lhe parece estranho? Então reflita comigo. Tome como exemplo a empresa, transformada em organização por meio da ciência da administração, mas preferida pelas pessoas quando se assemelha a uma comunidade de trabalho, nos moldes daquelas de artesãos e que antecederam a revolução industrial.

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MERGULHE DE CORAÇÃO EM UMA HISTÓRIA INSPIRADORA: STARBUCKS

Em um dia de inverno, aos 7 anos, ao voltar para casa da escola encontrei meu pai esparramado no sofá engessado do quadril até o tornozelo. Meu pai era um veterano de guerra sem instrução e, apesar de muito orgulhoso, nunca realmente encontrou o seu lugar no mundo. Ele teve uma série de empregos braçais extremamente árduos para sustentar a família, sem nunca conseguir ganhar mais de U$ 20 mil por ano. Ele foi motorista de caminhão, operário em uma fábrica e até motorista de táxi por algum tempo, mas o seu trabalho atual era o pior. Ele dirigia um caminhão coletando e entregando fraldas de pano. Naquele dia, meu pai havia escorregado no gelo e quebrado o quadril e o tornozelo e, para um trabalhador braçal em 1960, não havia indenização por acidentes no trabalho. Nenhuma assistência médica. Nenhuma indenização por afastamento. Meu pai foi mandado para casa depois do acidente e dispensado pela empresa. Quando meu pai faleceu em 1988, de câncer do pulmão, não tinha nenhuma poupança nem pensão. E o mais trágico, na minha opinião, foi que ele nunca encontrou realização nem significado em seu trabalho. ”

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O AMOR FAZ AS EMPRESAS PROSPERAREM

Se você tem uma empresa, algo lhe foi confiado além dos produtos e serviços que oferece ao mercado: uma população. Assim, tal como o presidente de uma nação, você deve fazer jus a essa comunidade de trabalho, contribuindo para fazê-la prosperar.

Antes de mais nada, ame cada um dos seres humanos nela inseridos! Zele para que não sejam infelizes.

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O DOM DE DESPOSSUIR

Deixe-me lhe dizer uma coisa: sabe onde a coisa pega? Na mania de posar de proprietário. E, também, na crença de que liderança se transmite pelo DNA. Se for assim, o que se passa? Você trata a sua empresa como se fosse uma capitania hereditária e a prole, uma dinastia. 

Às vezes até funciona, quando os herdeiros se preparam adequadamente e o melhor indicador é quando quem o sucede supera o fundador. Mas, aparentemente, não é o que mais acontece. Ditados sempre surgem de indícios bem reais. Lembre-se daquele “pai rico, filho nobre, neto pobre”.

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