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VEJA SE VOCÊ SE SUPEROU, MESMO!

Como saber se você se superou? Vamos lá, confira alguns sinais relevantes. Isso acontece sempre que faz as coisas por si, sem necessidade de estímulos externos. Quando não necessita de peixes tóxicos para se interessar por algo ou alguém. Quando é capaz de trocar a motivação resultante de impulsos externos pelo entusiasmo derivado de impulsos internos.

Você se supera, também, quando vive tanto a sua autonomia, como a liberdade. Quando se sente não apenas livre de, que já representa um grande avanço, mas principalmente livre para, uma clara evidência de que caminha orientado por um farol lá na frente, o seu propósito.

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COMO É A SUA NAÇÃO?

Nação lembra país, país lembra pátria, pátria lembra Brasil. E dessa pátria nem vamos falar, pois a mídia tem se ocupado diariamente dela, dando muitas vezes a impressão de que não a integra, da mesma forma que os que a habitam também parecem colocar-se à parte do que deveria ser uma unidade ou um único organismo.

A nação a que me refiro é a empresa, sistema organizacional que tem sido tema constante dos meus escritos e é a especialidade do meu trabalho. Afinal, uma empresa é isso mesmo: uma nação menor dentro de uma nação maior, com governantes e governados, e jurisprudência própria, formada por um conjunto de princípios e valores, explícito ou implícito. É feita de pessoas com as mais variadas competências, percepções e intenções, e que lidam com conflitos e políticas, aplicando suas dotações orçamentárias – de acordo com o pragmatismo dos resultados – com mais ou menos inteligência e justiça. No fundo, uma proporção reduzida do que denominamos nação, tal e qual. Ao compreender essa sociedade mais reduzida, talvez seja possível, com mais discernimento, entender melhor a sociedade em toda sua extensão.

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Boa aura atrai.

Empresas ancoradas em uma só dimensão da riqueza, a econômica, sofrem muito em tempo de crise. Mercantilizam a sua existência e tudo o que sabem fazer é trocar produtos e serviços por contas a receber. É um raso toma lá dá cá, sem outro objetivo que não seja “fazer dinheiro” para pagar as contas, as quais constituem o único estímulo para que tais empresas consigam continuar existindo.

É isso: as que se limitam dessa maneira não vivem, apenas existem. Falta-lhes conteúdo para que tenham vida. E esse conteúdo está nas outras dimensões da riqueza. A econômica jamais vai dar conta do recado sozinha.

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Por que os clientes estão sempre insatisfeitos?

Theodore Levitt, o célebre guru de marketing, dizia que “não existem indústrias de prestação de serviços. Há apenas indústrias nas quais o componente de prestação de serviços é mais ou menos importante do que em outras. Todos nós prestamos serviços”. Vale acrescentar, ao pensamento dele: em alguns negócios, os serviços podem ser o “pulo do gato”, aquela fundamental diferença capaz de criar a empresa única.

Agora, responda sinceramente: como tem sido a sua experiência do “outro lado do balcão”, ou seja, no consumo? O padrão de serviços das empresas em que faz compras gera satisfação?

Alguns estudiosos denominam a atual era de Economia do Cliente. Mas observo que, apesar dos diversos programas de qualidade implantados nas empresas, as encomendas continuam atrasando, os técnicos não cumprem agendas combinadas, a espera no telefone é cada vez mais angustiante, etc.

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O ruim espanta o bom

Como tudo na vida, a crise também tem o seu lado ruim e o seu lado bom. Entre outras serventias, pode testar nossa integridade. E foi pensando nisso que me lembrei da Lei de Gresham, a que me refiro no livro “Rico de Verdade”.

A Lei de Gresham prega que o ruim e o bom não cabem no mesmo saco. O ruim ocupa o espaço do bom: a má companhia afasta a boa companhia; o mau uso do tempo toma o espaço do tempo bem investido; um projeto equivocado rouba tempo e espaço de um projeto adequado; o dinheiro ruim espanta o dinheiro bom. Não por acaso, Sir Thomas Gresham criou o aforismo “moeda ruim expulsa a moeda boa”, donde surgiu a lei que leva o seu nome.

Comerciante, financista e agente da rainha Elizabeth I, nos Países Baixos, Gresham fundou a Bolsa de Valores de Londres, em 1571. A Lei de Gresham nos alerta sobre o fato de que onde entra dinheiro ruim, advindo de ganhos escusos ou questionáveis, imorais ou ilegais, não há espaço para entrar o dinheiro bom, gerado por bons produtos e serviços, úteis a quem usa e motivo de orgulho para quem faz. Assim, lança o desafio de buscar sempre o dinheiro bom, por mais tentador que seja o acesso ao dinheiro ruim.

Mais do que nunca, em tempos de crise, precisamos de um alto grau de discernimento diante das escolhas a fazer: como utilizaremos o nosso tempo, com quem nos relacionaremos e faremos negócios e em quais projetos nos envolveremos?

A Lei de Gresham nos coloca em cheque. Para desvendar o quanto seremos capazes de nos manter íntegros apesar do fluxo de caixa apertado, das contas a pagar, dos pedidos escassos. Instiga a nossa convicção.

Confira, a seguir, alguns testes de integridade importantes para que todos possamos sair da crise incólumes e com o caráter mais fortalecido:

– Fui condescendente com o que contraria os meus valores? Por que agi dessa forma? O que me impediu de viver a minha verdade e os meus valores?

– Por que não falei o que pensava? Por que não mostrei os meus verdadeiros sentimentos?

– Por que não me permiti entrar de cabeça, com entusiasmo e paixão? O que me impediu?

– Será que realmente acredito em mim?

– Tenho bons motivos para manter meus ideais, apesar de toda a confusão e maldade do mundo?

– Consigo manter a chama da esperança, em meio às dificuldades conjunturais, para reforçar meus princípios?

– Se eu cometer um erro, serei capaz de admiti-lo com elegância? E, mais ainda, tenho real disposição de corrigí-lo?

A Lei de Gresham funciona porque leva em consideração que o sucesso depende da ajuda de outras pessoas. Mas elas só irão nos ajudar caso se sintam atraídas por nós e tenham confiança em nossos propósitos.

Em tempos de crise, mais do que nunca, queremos nos aproximar de pessoas íntegras e fazer negócios com elas. Este é o imã capaz de atraí-las, de fazer com que se juntem a nós. Em última análise, tal aproximação depende justamente de nossa integridade diante das situações limítrofes que a crise nos coloca. É possível e imprescindível. Para, de fato, não cair na tentação mortal de sobreviver à custa de expedientes danosos, mas sim viver plena e corajosamente.

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Sua empresa é uma orquestra e você é o regente!

Negócios também produzem sons. Duvida? Então, experimente com a sua empresa. Apure os ouvidos e escute. Avalie o som que está sendo produzido. Serão acordes harmônicos, criando uma suave melodia, ou estridentes, como os de uma sirene? Não se limite, porém, a seus próprios ouvidos. Quando é integrante da banda, dificilmente você consegue escutar o som que sai das caixas viradas para a platéia. É preciso contar com o recurso do retorno – é essa mesmo a expressão usada pelos músicos. Então, peça emprestados os ouvidos de seus clientes, fornecedores, parceiros. Que música eles escutam? Que tipo de sentimentos ela inspira?

A música traduz bem como as pessoas agem no ambiente de trabalho. Muitas empresas vivem um inconseqüente frenesi, na certeza dos benefícios da tão propagada era da velocidade.

A música de uma empresa é ouvida pelo mercado. Assim, mesmo olhando de fora, os clientes são capazes de identificar do que se trata. Se o que é tocado mantém a afinação ou resvala para uma agressiva dissonância.

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Você realmente quer o que deseja?

Seria incrível se todos os nossos desejos pudessem ser realizados em um estalar de dedos… Mas você sabe o que realmente quer? E está preparado para receber?

Uma história antiga fala sobre um homem que, em busca de sombra e descanso, se sentou embaixo de uma árvore. Sede era sua necessidade. E foi só ele pensar em um bom copo d´água que o mesmo apareceu. Ele não sabia, mas aquela era a árvore dos desejos. Entre espantado e surpreso, o homem expressou mais e mais desejos. Todos se realizaram. Começou a se dar conta de que estava acontecendo algo muito especial. Pediu um leito para relaxar. Com o pedido realizado, o homem relaxou. Mas logo surgiu o medo. Começou a desconfiar – e imaginar – que seres malignos estavam realizando seus desejos. E sentiu medo que os seres o matassem. E aí, ele foi morto pelos espíritos que acabara de criar.

Todas as versões desta história partem do mesmo princípio “não vemos as coisas como elas são; vemos as coisas como nós somos”. Afinal, quem matou o homem? No início, um ser à base do desejo. Movido pelo querer, o homem conseguia o que almejava. De repente, e após ter conseguido o que queria, o medo e a desconfiança invadiram seus sentimentos. A partir daí, não era mais um ser disposto a desfrutar as suas conquistas, mas um ser receoso de perder a sua sorte.

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A palavra é proficiência!

Todo líder deseja que o trabalho seja feito. Esse é o primeiro desafio, mas, em si, não basta. Que seja feito com eficiência. E também não basta. Que seja feito com eficácia. Mas também não basta. Que seja feito com excelência. Daí surge um novo palavrão no vocabulário organizacional: proficiência. Uma mistura de eficiência e eficácia com excelência. Um trabalho no nível da maestria. O trabalho, portanto, tem várias dimensões e pode ser sempre melhor, o que é bom porque implica um desafio sem fim.

Foi com Drucker que, pela primeira vez, aprendi sobre eficiência e eficácia. Eficiência é fazer bem feito. Eficácia é fazer bem feito o que precisa ser feito. Gostei da definição. Afinal, de que vale fazer bem feito o que não precisa ser feito? Tem muita gente ocupada com uma porção de afazeres inúteis, os quais não somam um centavo sequer no resultado do mês.

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A farta e o excesso

Parece, mas não é. A farta é diferente do excesso. O excesso é para quem não acredita na farta. É um tipo de coerção. Uma adição feita à força. Olhe para os lados e veja como o excesso está tomando conta: a comida em exagero, a roupa desnecessária, o remédio sem prescrição, a produtividade máxima, o consumismo exacerbado. Tudo em demasia. É o excesso. Nada a ver com a farta.

A era do demais – coisas, produção, consumo – é resultado dos excessos. Pode parecer estranho, mas o excesso existe justamente por falta de fé na farta. Aposta-se na artificialidade para afastar a possibilidade da insuficiência. Está ligado mais à falta do que à farta. Provém de uma visão de escassez. O excesso existe no mundo de fora para compensar a escassez que habita o mundo de dentro.

Mas não é só isso. O excesso, com suas muitas e múltiplas coisas, desconfigura o sujeito. É como se, misturado com tantas coisas, o sujeito não conseguisse mais se ver como sujeito, e sim parecido com as coisas. O mundo do excesso é o mundo da coisificação do humano.

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A medida da ambição

Não conheci empreendedores que não fossem ambiciosos. Algum problema nisso? Afinal, a humanidade não estaria nesse estágio de avanço tecnológico se não fosse a ambição.

Sem ambição não haveriam o Novo Mundo, a luz elétrica, a teoria da relatividade, a máquina a vapor, e tantos outros inventos. Todos eram ambiciosos: Cristóvão Colombo, Albert Einstein, Santos Dumont e Henry Ford. No meio empresarial, não existiriam General Motors, Microsoft, Wal-Mart, Disney e outras corporações que fizeram e ainda fazem história. A ambição é uma forma de energia que faz com que empreendedores coloquem seu tempo, esforços e talentos em prol de suas ideias.

É preciso que haja um bom motivo para que pulemos cedo da cama e enfrentemos com coragem os obstáculos diários. A ambição é capaz disso! Ela está relacionada com sonhos de grandeza e sabemos que são esses sonhos que constroem empreendimentos grandiosos. O que há de errado nisso? Nada, não fossem os excessos.

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