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A farta e o excesso

Parece, mas não é. A farta é diferente do excesso. O excesso é para quem não acredita na farta. É um tipo de coerção. Uma adição feita à força. Olhe para os lados e veja como o excesso está tomando conta: a comida em exagero, a roupa desnecessária, o remédio sem prescrição, a produtividade máxima, o consumismo exacerbado. Tudo em demasia. É o excesso. Nada a ver com a farta.

A era do demais – coisas, produção, consumo – é resultado dos excessos. Pode parecer estranho, mas o excesso existe justamente por falta de fé na farta. Aposta-se na artificialidade para afastar a possibilidade da insuficiência. Está ligado mais à falta do que à farta. Provém de uma visão de escassez. O excesso existe no mundo de fora para compensar a escassez que habita o mundo de dentro.

Mas não é só isso. O excesso, com suas muitas e múltiplas coisas, desconfigura o sujeito. É como se, misturado com tantas coisas, o sujeito não conseguisse mais se ver como sujeito, e sim parecido com as coisas. O mundo do excesso é o mundo da coisificação do humano.

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A medida da ambição

Não conheci empreendedores que não fossem ambiciosos. Algum problema nisso? Afinal, a humanidade não estaria nesse estágio de avanço tecnológico se não fosse a ambição.

Sem ambição não haveriam o Novo Mundo, a luz elétrica, a teoria da relatividade, a máquina a vapor, e tantos outros inventos. Todos eram ambiciosos: Cristóvão Colombo, Albert Einstein, Santos Dumont e Henry Ford. No meio empresarial, não existiriam General Motors, Microsoft, Wal-Mart, Disney e outras corporações que fizeram e ainda fazem história. A ambição é uma forma de energia que faz com que empreendedores coloquem seu tempo, esforços e talentos em prol de suas ideias.

É preciso que haja um bom motivo para que pulemos cedo da cama e enfrentemos com coragem os obstáculos diários. A ambição é capaz disso! Ela está relacionada com sonhos de grandeza e sabemos que são esses sonhos que constroem empreendimentos grandiosos. O que há de errado nisso? Nada, não fossem os excessos.

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A recompensa não garante o resultado

Tenho repetido constantemente em encontros com clientes: atrelar resultado com recompensa não funciona! Entenda por recompensa qualquer ganho material, em especial o dinheiro. Essa é a casca de banana em que muitos líderes escorregam, por acreditar que a falta de motivação está relacionada com a ausência de recompensa.

Se os resultados não estão sendo atingidos e as pessoas não se mostram motivadas, antes de mais nada pergunte-se:

1) O trabalho possui, para cada pessoa, um bom senso de propósito e significado?

2) Ela consegue integrar seus valores mais virtuosos ao trabalho que faz?

3) Ela participa das decisões que afetam o seu trabalho?

4) Ela se sente reconhecida?

5) Existe uma incondicional relação de confiança na empresa e entre a equipe?

Se “não” for a resposta para algumas dessas perguntas, nem ouse preencher esse vazio com recompensa financeira. Dinheiro não supre a falta de propósito, de significado, de valores, de participação, de sentimentos e de reconhecimento. Poderá funcionar como um band-aid, um paliativo, mas não construirá nem elevará a alma da empresa. O problema é que essa Tática da Foca para recompensar o resultado está presente na mesma intenção equivocada que vai ao mercado disposta a fisgar o cliente. Você não está farto dessas “promoções” que oferecem um suco ou uma sobremesa de graça no restaurante para garantir o seu retorno ou a soma de pontos em livrarias, cafés e postos de gasolina?

Também aqui caberiam algumas perguntas:

1) Você (ou a sua empresa) sente-se preparado e disposto a ouvir o cliente com atenção, interesse e empatia?

2) Você (ou a sua empresa) pensa em agregar valor para o cliente em primeiro lugar?

3) Você (ou a sua empresa) conhece o cliente e pensa o tempo todo em como fazê-lo feliz?

4) Você (e a sua equipe) tem o cliente como parceiro numa consistente relação de confiança?

Se “não” for a resposta para alguma dessas perguntas, não tente comprá-lo com prêmios, pontos e milhagens. Esses peixes tóxicos não suprem a necessidade de atenção, de gentileza, de cuidado, de excelência.

Antes que conclua apressadamente: recompensas financeiras são importantes! A principal delas é a remuneração. As pessoas devem ganhar o máximo, dentro do possível. Sou favorável, da mesma forma, à participação nos lucros e resultados. Se a colheita é boa, permita que seus colaboradores a compartilhem. Mas lembre-se: o que deve estar sempre em cena, no palco, é a dimensão causal, pois a dimensão econômica, assim como a bilheteria do teatro, não faz parte do espetáculo.

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Lavre, antes de semear

Daniel Goleman foi muito feliz quando destacou e batizou a inteligência emocional, dentre as múltiplas que o professor Howard Gardner, junto com a sua equipe, havia compilado nas pesquisas feitas em Harvard.

As emoções contam muito, sem dúvida. Para um lado ou para o outro! Tanto podem impulsionar para que um propósito se realize, quanto podem minguar a energia de um grupo de trabalho, caso seja desperdiçada em conflitos. Em suma, para o bem ou para o mal, as emoções são determinantes.

No processo da Metanoia, adotamos a seguinte analogia: é preciso preparar a terra, antes de adubar e plantar a semente. A terra, nessa metáfora, está no lugar da inteligência emocional. Assim, antes de definir um propósito e a estratégia para concretizá-lo, é fundamental cuidar das emoções. Se devidamente cuidadas, farão com que a estratégia tenha força suficiente para a realização do propósito. Caso contrário, nada irá acontecer ou mesmo, e pior, pode ocorrer um retrocesso.

O que já aprendemos com a experiência da Metanoia é que um bom propósito e uma bela estratégia de nada valem se descuidarmos das emoções, antes de tudo.

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Esquizofrênico, eu?

Somos pessoas! E, cada um de nós, mais de uma, para complicar ainda mais as nossas relações. Segundo o renomado psicólogo William James, criador do conceito de pragmatismo, individualmente somos, no mínimo, três diferentes pessoas: aquela que pensamos que somos, aquela que os outros pensam que somos, e aquela que verdadeiramente somos. Repare no que isso vai dar! E imagine o prejuízo que pode resultar, quando ficamos profundamente divididos e à deriva, sem alinhar essas três pessoas.

Você, assim como todos nós, possui uma autoimagem. Ela é quem você representa, para si. É ela que você imagina agindo e reagindo às situações do dia-a-dia. Embora atue na certeza de estar fazendo o melhor, nem sempre suas atitudes e comportamentos serão aprovadas pelos outros. Isso porque os outros enxergam uma imagem diferente dessa que você acredita ter. O problema é que quando muda o protagonista, muda a cena, o enredo, a história. E saiba que, para isso, não é preciso dizer uma palavra sequer! Transmitimos mensagens, queiramos ou não. Imagens diferentes, enredos diferentes!

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O dinheiro é bom!

O dinheiro é bom! Gastar com bons propósitos é apenas a primeira condição para fazer do dinheiro algo bom. Saber de onde vem e para onde vai o que circula em nossas mãos é crucial para que seja considerado, de fato, bom.

O dinheiro é bom! Nas mãos de empresários, pode criar empregos sólidos e dignos. Assim, serve às pessoas e, por decorrência, suas famílias. Permite, ainda, que se invista em projetos que promovam uma vida mais humana.

O dinheiro é bom quando a ele se atrela o serviço e a solidariedade. Assim, reveste-se de virtude e energia que se propagam quando ele circula.

O dinheiro é bom quando, via poupança, é destinado a investimentos que apoiam a arte e a cultura, a educação e a saúde, a justiça e a ecologia e tudo mais que contribui para construir uma humanidade. Não deve ser investido apenas no que rende mais dinheiro, mas no que rende mais vida. Valorizar o dinheiro pelo dinheiro é como correr atrás do rabo, sem chegar a nenhum lugar. Mas todo aquele que financia a vida é um dinheiro nobre.

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Luz para revelar riquezas

Da guarita de estacionamento a um negócio que transforma a contabilidade em resultado, com criatividade e equilíbrio.

É possível gerar e interpretar balanços financeiros com criatividade e emoção? Para a Luz & Oliveira a resposta a essa questão é sempre positiva. Lá, a contabilidade vai além da razão: as contas, os cálculos, as guias, tudo é instrumento para contribuir com um mundo melhor, de forma criativa e surpreendente. Mas, é preciso crer que os números fazem sim a diferença na vida. Essa diferença é sentida nas riquezas geradas na própria Luz & Oliveira, que se traduz na média de 20% de crescimento/ano e nos cerca de 500 clientes, que são atendidos pela equipe formada por mais de 80 colaboradores.

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A empresa de corpo, mente e alma

A empresa-objeto existe para ganhar dinheiro, apenas. A empresa-desnorteada existe para conquistar parcelas de mercado, apenas. A empresa-sensível quer uma boa equipe, apenas. A empresa-plena é contrária ao apenas. A empresa-plena quer tudo: ter lucros, um bom posicionamento mercadológico através de uma boa equipe.

A empresa-plena não é a empresa do apenas e essa é uma das suas diferenças com a maioria das empresas que por aí estão. Quer fazer a diferença. Para isso, busca o equilíbrio do corpo, da mente e da alma. Sabe que no desenvolvimento equilibrado desta tríade encontra-se o verdadeiro sucesso.
O equilíbrio na tríade do corpo, da mente e da alma caracteriza a empresa-plena. Ela não acontece naturalmente, necessita de gerenciamento. É comum, no entanto, os dirigentes de empresas colocarem tempo e esforço naquilo que a empresa já tem de sobra. Com isso, a empresa recebe uma overdose daquilo que ela menos precisa.

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Acerte sua bússola para o norte: o cliente!

Com frequência, ouço empresários e executivos reclamando das suas margens de lucro, lamentando que não correspondem mais ao que eram no passado. O problema é que continuam buscando o lucro onde ele não está e de forma errada. Insistem numa concepção ultrapassada de lucro. Presos às verdades do passado, não conseguem rearranjar seus negócios e produtos para que as empresas expandam seus resultados.

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